sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Manifesto à Imprensa

Isso é um manifesto dos ouvintes, leitores e espectadores brasileiros a sua imprensa formal. Chegou a nossa vez de falar e vocês escutarem.


O tempo de vocês acabou.

Vocês lutam contra nós, como velhos cães moribundos que não percebem que não têm mais dentes – nem força, para manter o osso. Vocês tentam nos segurar, mas é como tentar segurar água, que escapa por entre seus dedos frágeis.

Tentam cobrir nossos olhos, mas nossos olhos estão grandes demais.
Tentam tampar nossos ouvidos, mas eles ficaram aguçados demais.
Tentam silenciar nossas vozes, mas elas são muitas.

O futuro se transformou em presente. A pluralidade não é mais uma ferramenta da imprensa porque nós a tomamos de volta. Não recebemos a pluralidade filtrada e selecionada por vocês – nós a procuramos em sua totalidade e a encontramos nas vozes dos nossos irmãos.

Nossas mentes se libertaram do domínio de vocês.

A televisão, o rádio, os jornais... Sempre estiveram nas mãos dos poderosos que querem defender seus interesses. Mas agora temos a internet. Vocês menosprezaram o poder da rede e agora estão desesperados, pois sabem que ela significa o fim do monopólio de informação do qual vocês regojizaram por tanto tempo.

Nós geramos conteúdo. Nós escolhemos o conteúdo que vamos consumir. Nós divulgamos as verdades e os pontos de vista diferentes. Vocês se tornaram obsoletos. O controle de vocês perdeu as forças, porque, agora, nós vemos a verdade – e a verdade é que ninguém é mais poderoso do que o povo bem informado.

E não achem que isso se limita à minoria com acesso à internet. O que nós aprendemos aqui, passamos pra frente. As pessoas mais humildes, que não podem usufruir disso estão sendo informadas e ensinadas a pensar por si só.

Então corram. Façam os últimos esforços patéticos e desesperados de controle de informação e manipulação de massas... Será tudo em vão.

A era de vocês chegou ao fim.




Johannes A. Wiegerinck

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A Louvável Contradição

Todo mundo adora acusar os outros de contradição.
Chamam de hipocrisia.

O fato é que quem quer criticar a postura de alguém, começa com uma intenção e depois encontra os meios, as justificativas para fazê-lo.
Pra mim, esse processo está errado.

Por que o ser humano, frágil, sem armas naturais, dominou o mundo?
Adaptabilidade. Nossa espécie venceu a seleção natural a partir do momento que descobriu formas de mudar seu ambiente – e assim se tornar resistente às forças da natureza e os predadores mais fortes, mais rápidos e mais bem equipados.

Foi a característica que nos garantiu a sobrevivência e o desenvolvimento do intelecto. Em um ciclo vicioso, os inteligentes aprendem, se adaptam com base no que aprenderam e garantem a sobrevivência da próxima geração.

Trazendo isso mais pra perto de você... Lembra quando você tinha 2 anos e enfiou o dedo na tomada? Tomou um puta choque e aprendeu: “Cacete, não vou fazer isso de novo.”

Lembra quando você respondeu errado uma pergunta na prova do colégio e, na prova seguinte, mudou sua resposta porque tinha aprendido a melhor resposta?

Mais importante – lembra na sua adolescência, quando você pensava que sabia tudo sobre o mundo, aí ouviu opiniões diferentes e mudou a sua forma de pensar? Ou pesquisou e mudou?

O fato é que, seja por pesquisa, por inspiração, por aprendizado, por tentativa e erro, ou apenas por uma viagem de introspecção, as pessoas mudam suas visões e suas opiniões. É a essência do ser humano: Mudar, se adaptar.

Quando você critica alguém porque está falando algo diferente do que falava antes, você está acusando a pessoa de ser diferente de uma pedra! A mudança de opinião – seja num discurso político, numa teoria científica, ou até mesmo numa crença religiosa - é uma EVOLUÇÃO de pensamento.

Claro que nem sempre a mudança é positiva. Mas, mudar em si já mostra que a pessoa está disposta a considerar pontos de vista diferentes, o que já é louvável.

Então, da próxima vez que for criticar alguém que se contradisse, veja se não deveria estar elogiando a pessoa por ter melhorado ou ampliado sua visão.

É a maior força da sua espécie. Adapte-se sem medo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Geração Intoxicada

A revolução industrial gerou tóxicos para o mundo. Muito mais do que apenas no sentido eco-hippie de proteger os rios e o ar. Isso é sobrevivência da nossa espécie... Combater isso deveria ser óbvio.

A possibilidade da massificação da produção, criou o mercado de consumo. Nessa época, as pessoas começaram a comprar coisas que não precisam.

Quando houve uma sobrecarga de produtos no mercado, os vendedores começaram a criar necessidades desnecessárias na cabeça das pessoas.

Mas isso tudo faz muito tempo.

A juventude de hoje, é fruto de geração após geração de consumidores acostumados com necessidades desnecessárias. Nascidos em um mundo que transborda com produtos inúteis, usamos todos!

Nós nos tornamos a soma de tudo que consumimos. Estamos intoxicados como espécie.

Não importa se seu rosto é bonito ou não. Você o intoxica com camadas e camadas de maquiagem.
Não importa se sua personalidade é agradável ou não. Você intoxica seu ego com álcool.

Não importa se você tem bom hálito. Você o intoxica com cigarros e depois intoxica de novo com chicletes.

Não importa se você é alguém bom o bastante. Você se intoxica até virar algo diferente.

Já não faz mais a menor diferença se precisamos ou não de alguma coisa para melhorar nossa condição. Nós vamos usar de qualquer forma.

Tente se olhar no espelho. Contemple o seu interior e o seu exterior. Veja quantas dessas coisas você precisa e quantas usa só por condicionamento.

Conheça seu verdadeiro eu. Faça as pazes com ele.

Diga não, quando não precisar de algo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A Torre

Naquela noite, todos os rapazes se reuniram ao redor de uma fogueira improvisada. À margem da estrada, o vagão foi movido para um descampado na orla do bosque. Quilômetros e quilômetros depois e o bosque parecia ser o mesmo; denso, escuro, impenetrável. As árvores, grandes carvalhos e salgueiros que se erguiam imponentes sobre a espessa vegetação rasteira, pareciam observar o pequeno grupo com desaprovação, como se os galhos e gravetos coletados para a criação da fogueira jamais devessem ser tocados por mãos humanas. O fogo não tem lugar na selva.

Após uma missão bem sucedida, era normal os ânimos estarem altos – assim como as vozes e os egos. Não houveram baixas. De novo. A tropa de elite novamente fazia jus a seu nome, realizando uma missão impecável, dois dias antes do esperado. Sem baixas. Eles eram invencíveis. Não havia motivo para temer a escuridão ou os barulhos hostis da floresta noturna, que parecia tentar intimidar esses invasores para que saíssem de sua visão. Mas, eles eram invencíveis e nada lhes dava medo. Suas gargalhadas e suas vozes triunfavam estrondosamente sobre a sinfonia da natureza selvagem, indiferente às suas lamúrias ou suas ameaças. Não havia uma estrela no céu.


Ludwig era o único que, como sempre, permanecia calado, seu olhar revezando entre a escuridão da floresta, a escuridão do céu e a parte de dentro de suas pálpebras, onde sem dúvida contemplava a sua própria escuridão. Drakar parou de ouvir as histórias e as gargalhadas e, por um instante, devotou toda a sua atenção ao veterano. Recostado contra uma rocha grande, cuja parte inferior estava enterrada sob a relva, o homem segurava sua garrafa de forma relaxada, ocasionalmente levando-a a boca para um gole. O gole sempre vinha quando seus olhos estavam fechados.


Tomando uma generosa dose ele mesmo, Drakar, analisou o guerreiro silencioso que se sentava à margem da luz. Ludwig deveria ter algo em torno de 34, 35 anos. Isso era bem velho para forças especiais. Ainda assim, seu corpo era tão forte e resistente quanto o dos mais jovens soldados do esquadrão - e mais do que os de alguns. Muitas cicatrizes se espalhavam pelo seu corpo e por sua face cansada, evidenciadas pelo reflexo da chama da fogueira, o que lhes dava um aspecto lustroso em relação ao resto da pele suada do guerreiro. Seus cabelos eram loiros e cortados rente ao seu escalpo, da forma prática que se espera de um homem militar que leva seu trabalho a sério. Seus olhos eram negros, no entanto. Eles se abriram e encararam Drakar.


O jovem guerreiro não sabia ao certo como reagir à descoberta de sua atenção desmedida, nem quanto tempo ficara olhando para o veterano. Mas, ele se levantou de seu tronco e se dirigiu à rocha onde Ludwig estava recostado, decidido a lhe oferecer companhia, conforto, ou o que quer que ele precisasse. Afinal, um companheiro de esquadrão é um irmão e poderia precisar de algo, mesmo não estando ferido.


“É um bando barulhento, não?” disse Ludwig em seu habitual sussurro rouco, conforme Drakar escorreu pela pedra e se sentou ao seu lado. A voz do veterano parecia pesada, doída, como a voz de um homem com remorso.

“Sim,” respondeu Drakar, seus olhos procurando o que havia de tão grave ou interessante nas copas das árvores ou no céu sem estrelas. Ele não achou nada. “O que habita sua mente, Ludwig?”

Um quase-sorriso se formou nos lábios do veterano. “O mesmo que na sua, uh? O mesmo que há na mente de todos os humanos.” Ele apontou para a fogueira, onde os homens se divertiam com suas histórias e, em seguida, para o espaço entre duas árvores, que se estendia como uma estrada que se perde em meio à escuridão. “Luz e trevas... Não?”


“Mas, hoje é um dia de luz, não? Nós vencemos,” respondeu Drakar, “Fizemos o nosso trabalho como soldados.”

“Fizemos... Isso nós fizemos,” disse Ludwig fechando seus olhos e recostando a sua cabeça contra a pedra. Após um longo gole, seus olhos abriram novamente, parecendo medir as nuvens de forma desfocada. “Mas, hoje foi um dos fáceis, não? Não havia muito em jogo, Lutherfield. Não mais do que nossa integridade física.”

Drakar franziu seu cenho, tentando tirar sentido das palavras que ouvia. Nunca havia presenciado Ludwig falar tanto e, quando o veterano tomou fôlego para continuar, tamanha foi sua concentração para absorver cada palavra, que o mundo à sua volta pareceu se calar. Era como se a selva em si estivesse prestando atenção nas palavras do guerreiro e por isso havia cessado toda sua sinfonia. O único som a quebrar o silêncio eram as vozes do resto do esquadrão. Mas, agora, elas eram apenas um eco distante. Drakar fechou os seus olhos e escutou.


“Na guerra,” Ludwig continuou, “há muito mais em risco do que apenas nossa integridade física, uh? Há o risco da morte imediata, mas isso não se compara ao perigo e a gravidade de algo que vai lhe matando aos poucos. Não. Há coisas, na guerra, que vão matando a sua alma, a sua mente, aos poucos. Esse é o seu maior algoz. E isso é inevitável. Eu estive em muitas batalhas, porque fui destacado para a milícia da minha vila antes de ter barba na cara. Eu estive em muitas batalhas e matei muitos inimigos do Império. Matei orcs na campanha da Turasia e matei elfos no Saque de Miralba. Matei aberrações da noite na fronteira com Kataran e Huran. Garoto, guerra é tudo que eu conheço. Matar é tudo que eu sei fazer.”


Drakar não ousou dizer uma palavra. “Mas, na guerra, você precisa enfrentar todos os inimigos da sua nação. Isso é fácil quando estamos enfrentando ogros ou bestas cuja motivação, cuja consciência é algo tão distinto, tão alienígena a nós, que uma compreensão é impossível. Mas, esse nem sempre é o caso e, às vezes, os nossos inimigos são feitos de carne, osso e mente – carne como a nossa, ossos como os nossos e uma mente como a nossa. Humanos. Temos que enfrentar os inimigos do Império, quem quer que eles sejam. Veja bem, eles não são meus inimigos ou seus inimigos. Eles nunca ofenderam ou causaram mal diretamente a nenhum de nós. E nós precisamos matá-los.”

“E a guerra, há, ela desperta algo de selvagem dentro dos homens. Ela faz com que nós pareçamos mais com bestas do que com humanos. Ver a gravidade dos crimes de depravação moral, de violação da carne e do espírito e da mente, que outros homens são capazes de cometer, é algo que abala nossa força, de uma forma que ela nunca pode ser recuperada. A que nível um ser humano pode cair, oh deuses... A que nível! Eu vi coisas... Eu fiz coisas... Há tanto sangue nas minhas mãos que, não importa o quanto eu as lave, elas nunca vão ficar limpas. Eu testemunhei tanta escuridão com meus olhos, que a luz nunca mais vai penetrar minha mente de novo. O homem, é um animal selvagem!”


Ainda com os olhos fechados, Drakar ouvia o veterano, consciente de que até mesmo as conversas ao redor da fogueira haviam parado. “Eu lembro que havia um posto avançado nas fronteiras com o antigo reino de Cohenn. Haviam meses que não recebíamos comunicação de volta de lá, então o alto-comando nos mandou para lá. Era óbvio que o inimigo havia tomado o posto. Aquela maldita torre já havia mudado de mãos tantas vezes, que as pedras do seu chão haviam ficado permanente tingidas de vermelho. Fui mandado num grupo de operações especiais, para eliminar os vigias silenciosamente, antes que a unidade principal pudesse iniciar o ataque. E assim nós o fizemos. Eu me lembro claramente da silhueta da torre, na noite. Era lua cheia, e a torre ficava evidenciada contra a claridade da estrela. Quatro soldados patrulhavam o perímetro, andando em círculos ao redor de uma espécie de cerca que circulava a torre; estacas adornadas de madeira, com uma bola no topo.”

“Nós éramos bons. Cortamos a garganta dos quatro patrulheiros, ao mesmo tempo em que o nosso atirador enfiou um virote através da garganta do quinto, que vigiava do topo da torre. Não houve um som sequer. Quando nós nos aproximamos da torre, para dar o sinal do ataque, no entanto, eu vi algo que me marcaria para sempre. E marcou, garoto. Marcou mesmo, como ferro em brasa. A ‘cerca’ que havíamos notado antes, era na verdade uma série de estacas, fincadas no chão e, as ‘bolas’ eram crânios. Crânios humanos. Crânios de soldados imperiais. Alguns deles ainda tinham algum resquício de pele, ou cabelo, o bastante pra continuar cheirando. É um cheiro que eu não consegui tirar de mim até hoje.”


Houve uma longa pausa. Drakar chegou a pensar que Ludwig havia terminado sua história e, ao abrir um olho para espiar, viu que o veterano estava acendendo um cachimbo, seu rosto, iluminado pelo estalido de sua pederneira, conforme ele queimava o fumo, tinha um aspecto apático, que fez com que o jovem soldado fechasse seus olhos novamente e recostasse sua cabeça contra a pedra. Não havia nenhum som no ar. Nem da natureza, nem dos homens. Até mesmo o vento parecia ter parado de soprar, para ouvir as palavras de dor que saiam da boca deste guerreiro.


“Mas, isso foi o de menos. Surpreendente, não? Cabeças humanas enfiadas em estacas por outros humanos ser o de menos. Não deveria ser. Mas, a natureza vil da nossa espécie não conhece limites, em relação do quanto pode afundar. O meu horror, o meu verdadeiro horror, veio apenas quando a batalha acabou e todos os nossos inimigos jaziam mortos aos nossos pés, misturados numa sopa de sangue e lama. Nesse momento, que um dos nossos, indignado, gritou aos céus e mostrou as estacas ao restante da unidade. Houveram muitas exclamações e indignações com a ‘barbárie dos porcos de Cohenn’ e do ‘quão cruéis esses monstros podiam ser’. Então, o primeiro, que havia gritado aos céus, tirou com cuidado um dos crânios dos nossos homens do espeto. Mas não parou aí. Ele decapitou um dos corpos dos inimigos caídos e, pegando uma cabeça pelos cabelos, a fincou na estaca. E ele foi imitado pelos outros dos nossos soldados, até que todas as estacas estivessem ocupadas por cabeças frescas. E eles disseram que justiça havia sido feita. E eu não disse mais nada.”

“Há, meu jovem, muitos horrores na guerra. Na guerra, e apenas na guerra, nós conhecemos o verdadeiro coração das trevas. Eu estive lá; e todo soldado vai estar um dia.” Drakar pode ouvir uma longa série de goles, vindos do veterano ao seu lado. “E ninguém sai de lá ileso. Há muito mais a se perder numa guerra do que membros e sangue.” Ele permaneceu quieto por alguns segundos. “Há de se tomar cuidado para não perder a si mesmo.” Com isso, Ludwig levantou e cruzou o caminho até o vagão. Os olhos de todo o esquadrão o acompanhavam em silêncio, com expressões variavam de terror à desconsideração. Mas ninguém ousou dizer uma palavra. Nesse momento, Drakar percebeu que Ludwig estava, sim, ferido. Muito ferido. E eram ferimentos que nunca iriam cicatrizar.



DRAMATIS PERSONAE

Drakar Lutherfield - soldado
Ludwig Herman - soldado veterano

Já era...

A proposta incial desse Blog morreu. Agora eu escrevo aqui o que eu quiser. Tchau.

domingo, 31 de maio de 2009

A Nova Ordem Mundial(De novo)

E é com um exercício de pensamento que eu tiro a virgindade do JAW.

O mundo é e sempre foi uma grande bagunça de estados.

Vale notar, para facilitar a compreensão do que digo aqui, que estou sendo muito abrangente com o uso da palavra ‘Estado’. Eu me refiro a estados formais e informais, de todas as formas de “cracias” – Democracias, teocracias, porradacracias, etc. Também me refiro a estados que possuem ou não legitimidade. Eu realmente estou falando de qualquer grupo de pessoas com relevância numérica pra constituir uma sociedade, comunidade, ou grupo com voz.

O ser humano é um animal social, como já dizia Aristóteles. Mas isso não significa que essa sociabilidade que faz nós buscarmos a companhia um do outro - e transformar nosso nicho habitacional em um estado – seja algo absoluto.

É absoluto, sim, como um conceito, mas não como uma forma de medida da civilização.
A minha pergunta aqui é: Esses estados, tão absurdamente diversos em todos os aspectos, coexistindo na mesma área temporal seriam uma coisa boa ou uma coisa ruim para o desenvolvimento do bicho-homem?

Deixe-me ver o que eu penso sobre isso.

Poderia ser algo positivo, partindo da velha premissa evolucionista de que ‘a diversidade faz a força’. Com tantas formas diferentes de governo (novamente termo abrangente) acontecendo no mundo ao mesmo tempo, estamos passando por experimentações sociais muito grandes, nas quais um estado poder aprender não só com os próprios erros e acertos, mas também com os erros e acertos alheios. Quando acontece algum grande problema, as formas de governo que são mais aptas sobrevivem, enquanto as que não estão preparadas se transformam em outra coisa – mais uma vez alimentando a diversidade.

E também poderia ser algo negativo. Afinal de contas a coexistência de centenas de estados, cada um sendo gerido de uma forma independente (estou falando em um contexto político, não econômico), acaba causando inúmeros prejuízos para a humanidade como um todo. Limitações nos termos de pesquisa, de distribuição de verba, de condições sociais, de possibilidades de apoio e suporte à regiões menos favorecidas e, é claro, o maior vilão de todos: a guerra. Em um planeta sem fronteiras, tudo poderia ser administrado de forma a suprir as necessidades de todos e distribuir os recursos da melhor forma possível.


Acho, que por mais evolucionista que eu seja, a idéia de um planeta sem fronteiras (se atingido da forma correta, é claro) me parece muito tentadora. Eu consigo imaginar uma humanidade sob a administração de um único estado. Não é tão difícil: tente visualizar uma ONU sem corrupção ou favoritismos, que envolva todos os países do globo, e que todos esses países sejam governados da mesmíssima maneira. Nada de monarquia na Inglaterra e teocracia em alguma tribo da Amazônia, mas sim uma unidade que possibilitaria uma gestão justa e interativa.

Veja bem, eu não estou sugerindo que as culturas, tradições ou liberdades se percam – longe disso. Como eu mencionei lá em cima, eu me refiro à uma ‘Pangea Estatal” que seja atingida pacificamente através de meios justos e democráticos. Qual é o sentido de transformar Israel e Palestina em um único estado, se os dois povos ainda se odeiam? O lance (Sim, estou imaginando um futuro onde a humanidade é madura e deu certo) é que com todo mundo do mesmo lado, o progresso atinja a todos, em todos os aspectos da vida.

Com isso dito, ainda vivemos em um mundo onde existem 203 estados que são reconhecidos como “Nações Soberanas”. Existem dúzias e dúzias de formas diferentes de governo rolando ao mesmo tempo, distribuídas entre essas 203 nações. Se isso é bom ou ruim, é uma questão de opinião.

E você? Qual é a sua opinião?
“Força na Diversidade” ou “Força na União”? – Deixe um comentário dizendo!



Para finalizar, deixo aqui o presente do dia: Um link para um vídeo musical que tem tudo a ver com o tema estudado aqui. É uma música de Tom Lehrer, um professor de matemática americano que escreveu essa música sobre a bomba atômica, na época da corrida nuclear durante a guerra fria:

Tom Lehrer - Who's Next

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Descabaçando

20 de maio de 2009 – Essa é a data que contempla a primeira postagem do meu novo Web Log.

A proposta, aqui, é simples: Reescrever notícias sem ter o rabo preso com ninguém.
Não ficou claro? Eu explico.

Os grandes veículos e repórteres de renome têm muito a perder, caso publiquem uma matéria com uma verdade desagradável, uma opinião contundente ou até mesmo com uma perspectiva diferente da dos seus patrões.

Não apenas isso – às vezes, as matérias simplesmente não têm espaço (ou tempo) o bastante para dar todas as informações necessárias nas notícias, o que às vezes pode deixar os leitores meio perdidos.

Finalmente, também escreverei com uma linguagem mais simples e objetiva. É claro que a redação rebuscada tem o seu valor – mas vamos dar atenção ao conteúdo, uh? Afinal de contas estilo sem substância não vale de nada.

Até mais tarde, quando vou fazer o upload da primeira notícia e tirar a virgindade do JAW.